sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Superação de Vida.

Superação e valor a vida, essa foi a retribuição alcançada por 12 pacientes que passaram por tratamento no Hospital do Câncer de Muriaé. Em gratidão ao atendimento e companheirismo recebido, elas se uniram e criaram o “Calendário da Vida”, lançado na em uma noite de confraternização na quarta-feira dia 12 na Casa da Amizade, com o objetivo angariar fundos para a Casa de Apoio da Fundação Cristiano Varella.
Estudo realizado em 2004 pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que a mortalidade relacionada ao câncer no Brasil atinge 13,7% de todos os óbitos registrados no país, atrás somente de doenças relacionadas ao aparelho circulatório, com 27,9% dos casos. De 1979 ao ano de conclusão da pesquisa aumentaram em 24,7% de casos entre homens e 18,6% entre as mulheres.
Durante todo período, as mortes de mulheres por câncer saltaram de 63,23 casos a cada 100 mil pessoas para 74, 99, enquanto nos homens, o mesmo índice subiu de 85,58 para 106,74. O instituto estima que no Brasil 500 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente. Mas o resultado positivo não significa que a pessoa deve-se entregar os pontos. Para Nádia Maria Acar Lipus Gomes, idealizadora o “Calendário”, o resultado do diagnóstico constatando a doença não é fácil, mas é possível encontrar a auto-estima quando se enfrenta o problema de frente. “Temos que encarar de peito aberto”, defende.
Nádia conta que nunca imaginou ter que um dia passar por problemas como este. Em maio de 2007 foi constatado que havia um nódulo na mama, por um ano na Fundação Cristiano Varella encarou o tratamento e concluiu a operação que tirou o tumor. Desde então, pensou em uma maneira de retribuir e ajudar outras pessoas portadoras da doença. Por meio de um convite feito a outras pacientes que passaram pelo mesmo problema nasceu o “Calendário da Vida”. “Tive todo apoio, inclusive da direção do hospital logo que apresentei o projeto”, comemora.
Estimativa do Ministério da Saúde aponta que o custo de um paciente com câncer é de aproximadamente R$1,500 por mês, em um tratamento realizado normalmente por seis a oito meses. Segundo Nádia a conclusão deste calendário é em benefício a Casa de Apoio do hospital do câncer de muriaé que não recebe verba para acolher os pacientes. “São muitos os gastos”, admite.
Para outra das pacientes que também ilustra a folhinha a notícia foi um baque e uma frustração para sua vida, mas com o apoio e conselho de profissionais, amigos e familiares passou a enfrentar o câncer de maneira positiva. “Entregar os pontos não é o melhor, porque a doença vem até com mais intensidade” destaca. Para ela, depois da tempestade a bonança veio como novas formas de encarar a vida e reconhecimento de que pode ser útil para muitas pessoas.
Médico da Fundação Cristiano Varella e que acompanhou o tratamento das pacientes que concretizaram o projeto, Luiz Carlos Navarro, defende que a busca pela qualidade de vida é sempre o diferencial para se ter um bom resultado. “É admirável a coragem que elas tiveram durante o tratamento”, parabeniza.

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