No período de chuvas o lugar ficava intransitável e era necessário fazer um grande desvio para chegar ao Pontão da Água Limpa, segundo o secretário de Agricultura e Meio-ambiente Francisco Ofeni. Ele disse que a região usará a nova ponte principalmente para escoar sua produção de hortifrutigranjeiros em direção a Muriaé. As vigas da obra foram doadas pelo governo estadual, mas o projeto e os recursos foram da própria Prefeitura. O secretário também citou a importância que a ponte traz para o transporte seguro, principalmente o acesso escolar para pessoas da zona rural.
O prefeito José Braz afirmou que é um dever do poder público cuidar das necessidades do município. Lamentou o atraso de pelo menos um ano na construção da ponte por causa das enchentes com o rompimento da barragem em Miraí, mas ressaltou a participação conjunta entre governos municipal, estadual e federal. Ele citou os 1.870km de estradas rurais asfaltados e as pontes feitas durante sua administração, sendo 11 delas de concreto e aço e outras 50 de madeira. Reforçou a fala de Francisco Ofeni e acrescentou que a melhoria dará despesas menores aos usuários dessas vias.
A ponte recebeu o nome por sugestão do vereador Alexandre Feres, mais tarde votada e aprovada na Câmara dos Vereadores. Um dos onze filhos de Venceslau, João Margarida dos Santos, conhecido como João Lalau, contou que seu pai era tropeiro e atravessava o córrego levando sacos de café . “Hoje tem a ponte de cimento, mas ele passava dificuldades pra transportá-los”, completa. Segundo ele, os moradores da região reivindicam a ponte há mais de 40 anos.
Valdiz Luzia de Souza vive em Muriaé há mais de 30 anos, contudo, vem da comunidade do Patrimônio dos Cordeiros e a representou ao pleitear a obra. Com a construção finalizada, agradeceu à Prefeitura e àqueles responsáveis pela ponte que contribuí para o desenvolvimento da região.
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